Guia da Entrevista - Como se Dar Bem

Escrito em 9 de junho de 2008

O que os selecionadores querem saber
Confira as perguntas mais freqüentes durante uma entrevista
de emprego e prepare-se bem para o processo seletivo

Momento crucial de qualquer processo de seleção, a entrevista de emprego é a sua grande oportunidade para mostrar ao entrevistador que você é a melhor opção para a empresa. No entanto, devido à sua importância, é justamente nessa fase que o candidato pode colocar tudo a perder com alguma resposta inapropriada. Por conta disso, fizemos um levantamento das perguntas mais presentes nas entrevistas para descobrir o que os selecionadores querem saber dos entrevistados, e ainda sugerimos alguns exemplos de respostas que podem ajudá-lo a se preparar para enfrentar essa situação com segurança e objetividade.

Leia com atenção e treine. Mas, lembre-se, essas são sugestões e exemplos, cada entrevista tem suas peculiaridades. Acima de tudo, seja você mesmo, pois de nada adiantará parecer um robô com respostas decoradas. Aposte em suas qualidades e boa sorte!

1. Fale sobre você.
Essa resposta deve ser muito bem praticada. Procure ser sucinto, direto e focalize os resultados. Fale somente sobre assuntos profissionais.

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Está na Hora de Mudar - Você S/A

Escrito em 9 de junho de 2008

Por Eugenio Mussak

Há duas palavras em nossa língua que são parecidas na fonética, mas opostas no significado: adaptação e acomodação. Adaptação é o ajuste de um organismo ao meio ambiente. Já acomodação quer dizer estabilidade, equilíbrio, repouso. Quando aplicadas ao homem, nos damos conta que o acomodado está estável, não muda; enquanto o adaptado muda o tempo todo, para acompanhar o que acontece ao seu redor.

No mundo corporativo identificamos claramente esses dois espécimes. O acomodado busca segurança; o adaptado, desafio. Até porque outra característica do adaptado, no mutante mundo em que vivemos, é participar das mudanças. Quando está tudo quieto ele gosta de promover um terremotozinho que vai obrigar os outros a se mexer — menos os acomodados, é claro.

O economista austríaco Joseph Schumpeter, grande inspirador do Peter Drucker, nos explicou que a empresa (qualquer uma) tem ciclos previsíveis. Depois de fundada ela cresce até determinado ponto, a partir do qual começa perder em desempenho econômico. Essa perda continua até um ponto em que a situação se torna insuportável. A partir daí a empresa entra em crise e tem dois caminhos: ou se reinventa ou fecha. Como a crise tira as pessoas da zona de conforto, estimula a criatividade e a inovação, a empresa tem uma chance. Já que é assim, ele propõe que a empresa crie uma crise artificial antes de chegar ao seu limite. Dessa forma ela estará sempre se reinventando e continuará crescendo. Bingo! Essa visão pode ser aplicada à vida profissional. Quem se acomoda, no mínimo, pára de avançar na carreira, abrindo espaço para quem vem atrás. Quem se adapta aos novos tempos manda no jogo.

E, quando as coisas no emprego não vão bem, há duas possibilidades: mudar de emprego ou mudar o emprego. A segunda opção significa renovar o vínculo que você tem com seu trabalho, mudar o modelo mental, discutir a relação, digamos assim. Isso não significa acomodar-se às péssimas condições de trabalho, e sim exercer seu poder de adaptação ativa, o que é um favor para a própria organização e para a sua carreira.

Eugenio Mussak é professor do MBA da FIA e consultor da Sapiens Sapiens.

Reportagem retirada do Curriculum.